quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Daqui para qualquer lugar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Desenho - uso e significado na arte contemporânea

Nos videos a seguir, Flavia Tonelli desenvolve uma breve pesquisa a partir de uma cena do filme "O Pequeno Prícipe" ilustrando como o desenho se desenvolveu na História da Arte e ganhou espaço na arte contemporânea.




terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sessão Música, por favor!!!!

domingo, 15 de novembro de 2009

Se não sabe


Se não sabe como chegou até aqui
depois de tanto esperar,
se não consegue explicar tamanha alucinação
e não quer nem tentar decifrar,
melhor mesmo.
Pensar só tende a atrapalhar nessas horas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

...pequenos sapatinhos em luas de saudade.


longe, alada, levitando noutro céu...

sábado, 24 de outubro de 2009

Joni Mitchell em dois lados A

Quando no início dos anos 2000 a cantora canadense Joni Mitchell declarou estar insatisfeita com a indústria musical, ela decidiu retirar-se do campo da música e dedicar-se integralmente ao que foi a sua primeira paixão: a pintura.


Para a felicidade dos apreciadores do repertório da moça, Mitchell voltou atrás no ano de 2006 e lançou em 2007 um álbum com músicas inéditas intitulado “Shine”. Insatisfações a parte, Joni Mitchell é hoje uma respeitada senhora no meio musical e ao longo de sua extensa carreira cultivou um interessante trabalho no campo das artes plásticas. Quando a então cantora e compositora ainda atendia pelo nome de Roberta e era apenas mais uma cidadã canadense, chegou a frequentar uma Faculdade de Arte e Design, mas antes de concluir o curso deixou tudo para trás dizendo a sua família que seria uma cantora folk.

A música e as artes visuais ganharam espaço na vida de Mitchell ainda na infância, e mesmo que ela declare ser “uma pintora que virou cantora-compositora”, a música certamente tomou um lugar de destaque. Mas falemos da Mitchell pintora, ok? Sempre me interessou o fato de algumas pessoas escolherem o fazer artístico como segunda ou terceira opção. No entanto, Mitchell definitivamente não pertence ao grupo dos que exercitam o desenho e a pintura apenas como uma distração, um hobby. Suas obras possuem personalidade e conceito. Boa parte do trabalho visual atua na pintura figurativa, onde frequentemente reproduz a si mesma sozinha, acompanhada ou em situação irreal.
É preciso ressaltar o colorido de seus trabalhos, repletos de cores sempre vibrantes que constituem um dos pontos mais fortes nas suas obras. As cores parecem tomar formas por si próprias e se espalham harmoniosamente, seja a pintura abstrata ou figurativa. Tamanho talento fez com que Mitchell aproveitasse muitos de seus desenhos e pinturas na capa de seus álbuns, destacando os três primeiros de sua carreira: o álbum de 1968 “Song To A Seagull”, “Clouds” de 1969 e “Ladies Of The Canyon” de 1970 (primeira figura acima).

Apesar de a pintura ser realmente o seu ponto forte, Mitchell não despensa o experimento com outras técnicas. Em 2006 ela exibiu uma exposição com obras que combinavam a fotografia e suportes tradicionais. No trabalho intitulado “Green Flag Song”, Mitchell dialoga com as responsabilidades de se viver em um país em guerra, já que os Estados Unidos enfrentava e enfrenta as conseqüências da guerra com o Iraque. Partindo deste pensamento, ela então realizou uma série de fotomontagens de fotografias que captavam imagens televisivas em tons esverdeados. Ao imprimi-las em telas, resultaram em uma coleção de imagens intensas e semiabstratas.

Assim como em suas músicas, Joni Mitchell expressa em seu trabalho como artista visual um intenso teor espiritual, social, político e porque não fantasioso. Enquanto muitos artistas acabam por se perder na tentativa de atuar entre diferentes áreas, Mitchell passeia pelas linguagens musicais e visuais com muita tranquilidade e competência, explicando o porque ela é ponto de referência para muitos compositores e pintores.


Mais trabalhos de Joni Mitchell em: http://jonimitchell.com/paintings/

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Em seus lugares. Prontos?

domingo, 4 de outubro de 2009

Sessão Música, Por Favor!!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Toda Noite

















Toda noite eu vejo a noite passar...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O desenhista em John Lennon



Ao Longo de seus 40 anos de vida, John Winston Ono Lennon (ou apenas John Lennon) acumulou uma vasta coleção de desenhos de sua autoria. Boa parte deste acervo encontra-se ainda não revelada, timidamente são expostos vez ou outra junto com outros pertences do músico. Esta arte manual entrou em sua vida antes mesmo de por as mãos em uma guitarra e o levou a frequentar entre os anos de 1957 e 1960 a renomada Liverpool Art Institute, onde fez amizade com Stuart Sutdiffle, rapaz este que participou como contrabaixista da primeira formação dos Beatles.

Os anos póstumos a breve passagem pela escola de arte já são bem conhecidos, mas os agitados anos de beatlemania não apagaram o desenhista que havia em Lennon, ainda que não possuísse a pretensão de ser um. Seu traço despretencioso e simples registravam pessoas de seu meio social em situações cotidianas, todas basicamente feitas com lápis, caneta e uma forte influência da técnica japonesa Sumi Ink. Na década de 60, Lennon resolveu juntar dois de seus vários talentos: o de desenhista e o de contador de estórias. "In His Own Write", lançado em 1964 foi o primeiro de dois livros contendo poemas, pequenas estórias e ilustrações. Com o sucesso do livro veio o segundo, intitulado "A Spaniard In The Works" lançado em 1965.

Finalmente em 1970 Lennon expõe pela primeira vez algumas de suas ilustrações na London Art Gallery. Os desenhos expostos faziam parte de um portfólio intitulado "Bag One", o qual ele deu de presente de casamento para Yoko Ono em 1969. Os desenhos ilustravam a cerimônia de casamento e momentos íntimos da lua de mel do casal. A exposição chegou a se estender às cidades de Chicago e Detroite nos Estados Unidos, mas um desconfortável episódio acabou por intimidar qualquer intenção de expor algum trabalho novamente.

Já no segundo dia de exposição em Londres, a Scotland Yard fechou a exibição e baniu uma série de litografias eróticas. Após o incidente Lennon não voltou a exibir suas ilustrações em galerias. Hoje o portfólio "Bag One" faz parte do acervo do Museu de Arte Moderna em Nova Iorque.
Antes de falecer em 1980, John Lennon já havia produzido um significante número de desenhos, muitos deles ilustravam a sua vida com sua esposa Yoko e seu segundo filho, Sean. Lennon faz parte de um vasto grupo de personalidades mundiais que além do trabalho que as tornaram conhecidas, encontraram no desenho e na pintura uma significante forma de expressão. Outros músicos como Fred Mercury e Joni Mitchell também tiveram um pezinho nas artes plásticas. Aliás falarei de Mitchell e sua intensa relação com a pintura, mas este é um assunto para outro capítulo.